{"id":274,"date":"2019-10-18T15:51:28","date_gmt":"2019-10-18T18:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/gizellemarques.com.br\/?p=274"},"modified":"2019-10-18T15:51:30","modified_gmt":"2019-10-18T18:51:30","slug":"identificando-as-emocoes-tristeza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gizellemarques.com.br\/index.php\/2019\/10\/18\/identificando-as-emocoes-tristeza\/","title":{"rendered":"Identificando as emo\u00e7\u00f5es: Tristeza"},"content":{"rendered":"\n<p>Que sensa\u00e7\u00e3o de vazio! Era como\nse algo estivesse faltando e Clara n\u00e3o fazia a menor id\u00e9ia do que era. Todos os\ndias antes de dormir, Clara pegava um di\u00e1rio e passava alguns minutos\nescrevendo, relendo alguns trechos anteriores, refletindo sobre seus dias mas a\nsensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o passava, e ela sentia-se muito triste e em conflito porque n\u00e3o\nentendia exatamente o que estava acontecendo com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, se pegava num\nsentimento de culpa absurdo, pois ela tinha \u201ctudo que uma vida perfeita\u201d pede.\nEla tinha uma sa\u00fade \u00f3tima, poucas vezes ficava doente e sua recupera\u00e7\u00e3o era\nsempre r\u00e1pida. Ela estava morando no apartamento dos seus sonhos, no bairro que\nsempre gostou, na sua cidade natal, a decora\u00e7\u00e3o foi pensada e realizada com\nmuita dedica\u00e7\u00e3o aos detalhes. Tinha seu companheiro fiel, um cachorro chamado\nFred. <\/p>\n\n\n\n<p>Estava noiva h\u00e1 7 meses de uma\npessoa que havia conhecido em outro pa\u00eds, por conta de um processo de\nexpatria\u00e7\u00e3o na empresa que trabalhava. Amava suas atividades e a empresa na\nqual estava trabalhando. Contava os dias para chegar o fim de ano e seu noivo\nchegar, ele estava de mudan\u00e7a para o Brasil. <\/p>\n\n\n\n<p>Clara estava num momento super\npr\u00f3spero de sua carreira, havia sido reconhecida mundialmente por um projeto de\nsua autoria, havia recebido como pr\u00eamio: b\u00f4nus e tamb\u00e9m uma viagem para o Emirados\n\u00c1rabes, que faria no final de ano com o noivo. Ali\u00e1s, viajar era uma das coisas\nque Clara mais gostava na vida, no seu planejamento financeiro sempre reservava\numa boa quantia para alimentar esse hobby. Seu passaporte j\u00e1 estava bastante\ncarimbado com suas aventuras ao redor do mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>Ela conseguia visitar sua fam\u00edlia\nnuma cidade pr\u00f3xima onde morava, ao menos uma vez por m\u00eas. Tinha um grupo de \u201csuper\namigas\u201d, que conhecia desde a inf\u00e2ncia e mantinha contato at\u00e9 hoje, amigas com\nquem podia contar nos bons e maus momentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus questionamentos eram\ncarregados de raiva, autocr\u00edtica, pensava como ela podia estar triste com tudo\nisso de bom na minha vida? Tinha uma sensa\u00e7\u00e3o que lhe tomava o peito, uma\nang\u00fastia, se sentia uma ingrata com o universo por n\u00e3o ficar feliz, ou estar\nfeliz o tempo todo com tudo isso que tinha. <\/p>\n\n\n\n<p>Clara decidiu ent\u00e3o que iria\nvoltar para terapia e procurar um processo de autodesenvolvimento para entender\nmelhor o que estava acontecendo, se havia algo que ela pudesse fazer para\ncessar ou amenizar essa ang\u00fastia que sentia.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos poucos Clara foi tendo mais\nclareza de seus pontos fortes, suas conquistas, seus valores, seu prop\u00f3sito\nmaior, foi compreendendo que havia muitos caminhos para alimentar as\nnecessidades da sua vida, percebeu que haviam caminhos para alimentar\ndiferentes \u201cfomes\u201d do seu corpo. Percebeu que tinha necessidade de celebrar\nsuas conquistas, ela trabalhava tanto para alcan\u00e7\u00e1-las mas quando os alcan\u00e7ava n\u00e3o\nos celebrava, geralmente a sensa\u00e7\u00e3o era de que n\u00e3o havia feito nada demais, era\ns\u00f3 mais uma obriga\u00e7\u00e3o, afinal de contas era t\u00e3o privilegiada. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos meses que decidiu\nmergulhar em si mesma e encontrar respostas para seus questionamentos, retomou\nsuas pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas de yoga para conectar-se consigo e sua\ness\u00eancia. Voltou a dedicar-se a sua espiritualidade mais frequentemente. Aos\npoucos aquela tristeza foi se revelando, entre outras necessidades ela percebeu\nque queria ser aut\u00eantica, estava exausta daquela rotina que imprimia um ritmo\nmuito acelerado e onde estava dentro de uma \u201ccaixinha apertada\u201d n\u00e3o podia usar\ntoda sua espontaneidade e t\u00e3o pouco seu potencial art\u00edstico. <\/p>\n\n\n\n<p>Encorajada por uma de suas\nmelhores amigas, voltou para aulas de pintura, que tanto gostava na sua\ninf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia e um de seus projetos era criar um quadro que\nrepresentasse ela e o noivo para colocarem na decora\u00e7\u00e3o do casamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Clara, entendeu que at\u00e9 a\ntristeza, que a deixava t\u00e3o inquieta e angustiada, tinha uma fun\u00e7\u00e3o positiva. &nbsp;Foi a tristeza que mobilizou Clara para que\nela percebesse que havia pontos que ela estava desatenta e se escolhesse olhar\npara isso com carinho, descobriria caminhos para momentos felizes mais\naut\u00eanticos e genu\u00ednos. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tristeza tamb\u00e9m mostrou para\nClara que \u00e9 poss\u00edvel ser bom e ruim, certo e errado, justo e injusto, melhor e\npior tudo ao mesmo tempo e na mesma pessoa. <\/p>\n\n\n\n<p>Toda emo\u00e7\u00e3o revela uma necessidade\ne cabe apenas a n\u00f3s entendermos exatamente o que essa emo\u00e7\u00e3o quer nos dizer. Invista\nseu tempo olhando e escutando a si mesmo para se sentir que suas escolhas est\u00e3o\ncoerentes com a sua ess\u00eancia, com a vida que voc\u00ea gostaria de ter e que te\nlevam em dire\u00e7\u00e3o a sua pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que sensa\u00e7\u00e3o de vazio! Era como se algo estivesse faltando e Clara n\u00e3o fazia a menor id\u00e9ia do que era. 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